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Provatização
GOVERNO ZEMA SUCATEIA A COPASA PARA VENDER A EMPRESA
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Há muitas décadas os meios científicos afirmam que uma terceira guerra mundial seria motivada pela busca de água potável. São vastas as regiões desertificadas no planeta e o aquecimento global vem causando desequilíbrios devastadores em todo o mundo. A água potável intensifica-se como o bem mais precioso do planeta para a manter da vida.
Recentemente, vivemos no Brasil uma crise hídrica sem precedentes, lembrando-se o histórico de regiões áridas do sertão nordestino, do norte de Minas e, agora, o agravamento das queimadas na Amazônia.

O saneamento (água potável, tratamento de esgotos e proteção de mananciais) está na Constituição Federal como responsabilidade do Estado. O cuidado com o saneamento consiste em política pública de saúde, se constituindo como serviço essencial para a população.

Serviço essencial vital, o saneamento se transforma numa expectativa fabulosa de lucro para investidores privados, que fazem campanhas devastadoras contra as empresas públicas e estatais. Contam para atingir seu objetivo com governos entreguistas e privatistas, que tentam tirar do Estado sua responsabilidade com serviços essenciais, se abrindo a ofertas de venda do patrimônio público para a exploração da iniciativa privada.

Um exemplo disto é o que vem acontecendo com a Copasa, em Minas Gerais. A população reclama com razão da irregularidade no abastecimento de água, de buracos nas ruas deixados após execução de serviços mal feitos. Falta a cada cidadão, no entanto, entender porque isto vem acontecendo. As empresas estatais estão sendo propositalmente dilapidadas, sucateadas em suas estruturas, serviços entregues a prestadores de serviços terceirizados. A estratégia do governo é simples: fazer que a Copasa tenha seus serviços desqualificados, gerando revolta no povo, que culpa a empresa sem saber que um terceiro é quem executa o serviço, facilitando a pregação de políticas que pretendem cassar concessões e entregá-las para a ganância da iniciativa privada pelo lucro.

Há alguns anos a Copasa ganhou da Unesco o título de «empresa modelo» no saneamento. Os “olhos grandes” da iniciativa privada pela exploração tarifária em um serviço público essencial vem massacrando a empresa através de chefes de executivos que se vendem a ofertas de privatização. Em Pará de Minas, depois de cassada a concessão da Copasa, os serviços passaram a ser explorados pela empresa “Águas do Brasil”, que assumiu o sistema em 2015, com um desconto de 3% na tarifa da Copasa. Hoje, a tarifa da categoria residencial é em média 15% superior, chegando em algumas faixas a 32%. Na categoria social, em média está sendo cobrada uma tarifa 45% superior à da Copasa, chegando em algumas faixas a 116%. A população paga o preço pelo descaso de seus prefeitos.

SUCATEAR PARA PRIVATIZAR

O Governo Zema segue firme na sua política de sucatear a empresa. Seus trabalhadores são penalizados, com condições de trabalho cada vez mais precárias, sem reajuste salarial há mais de três anos, tirando-lhes as condições de garantir o serviço prestado à população, que é prejudicada pelo descaso governamental.

A tragédia se abate sobre a Copasa através de uma política sistemática do Governo de privatização. Para se ter uma ideia da política adotada pelo Governo Zema, acionista majoritário na Copasa, em 2020 a empresa obteve um lucro líquido de R$ 816,4 milhões, mas (pasmem!) distribuiu R$ 1 bilhão e 48 milhões de dividendos para acionistas, a metade disto para o próprio governo. Foram R$ 820 milhões de forma extraordinária. Para chegar a esta mágica e beneficiar acionistas, a direção da Copasa corta brutalmente os investimentos necessários para cumprir contratos de programa com os municípios, impede o crescimento da rede e tem suas estruturas sucateadas.

Do investimento programado de R$ 853 milhões, em 2020, foram aplicados apenas R$ 481 milhões.

A farra dos acionistas com os milhões da Copasa, que deveriam estar sendo reinvestidos na melhoria dos serviços de o saneamento, é agravada pela capacidade da empresa de se endividar. A Copasa buscou R$ 925,09 milhões no Banco Europeu de Investimento (BEI); R$ 510,3 milhões no Banco Alemão (KFW); R$ 361 milhões do FGTS; R$ 42,8 milhões no BNDES. Somadas estas “bagatelas”, a Copasa tem disponível R$ 1.84 bilhão, que daria para solucionar problemas de saneamento em inúmeras cidades.

Tramita na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais pedido de CPI sobre a gestão da Copasa, com denúncias de que seu atual presidente recebeu em apenas um mês R$ 490 mil de remuneração e ainda com cargos cruzados que permite a ele receber também como membro do conselho de administração da Cemig.

Tudo isto, no entanto, não interessa ao Governo Zema, intencionado de privatizar a empresa a qualquer custo, jogando a população contra a Copasa, que tem uma direção zemista que faz corpo mole e vai deixando evoluir as reclamações e perspectivas de vender a empresa.

          

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